domingo, 30 de novembro de 2014

O Futuro Climático da Amazônia, agora disponivel em tres idiomas.


--> Portugues: https://dl.dropboxusercontent.com/u/23981214/Futuro-Climatico-da-Amazonia.pdf
English:   https://dl.dropboxusercontent.com/u/23981214/The_Future_Climate_of_Amazonia_Report.pdf

Español: https://dl.dropboxusercontent.com/u/23981214/El_Futuro_Climatico_de_la_Amazonia.pdf

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A transposição do Amazonas


Lauro Eduardo Bacca (artigo para o JSC de 12/11/2014)
A transposição do rio São Francisco, que já sofre com a seca, pretende levar 127 metros cúbicos por segundo de águas do velho Chico para o Nordeste brasileiro. O volume equivale à vazão do rio Itajaí Açu em tempos normais e os dois canais previstos somam uma distância que vai de Blumenau a São Paulo. O projeto é altamente questionável, mereceria artigos à parte, sem contar que o custo da obra já beira a casa dos R$10 bilhões.
Por incrível que pareça, muito mais fácil é a transposição de uma quantidade 1.800 vezes maior de águas da Amazônia a um custo de uns 100 trilhões de reais, possibilitando amplo fornecimento de água para vastas regiões do Centro Oeste, Sul e Sudeste brasileiras, além do Paraguai, partes da Argentina e Uruguai. Isso tudo sem tirar uma gota sequer do rio Amazonas.
Não, caro e preclaro leitor, não estou louco. Essa transposição já existe e é feita de graça pela natureza, coisa que já se sabia algum tempo, mas que agora tem mensuração científica.
O rio Amazonas despeja todos os dias no Oceano 17 trilhões de litros, quase um quinto da soma das águas de todos os rios do mundo. Já a quantidade de água que a imensa floresta lança na atmosfera, sabe-se agora, chega a 20 trilhões de litros/dia, ou seja, a Amazônia joga mais água na atmosfera pela transpiração das árvores do que no oceano Atlântico pelo rio!
Grande parte dessa umidade, levada pelos ventos, bate na Cordilheira dos Andes, dá meia volta e dirige-se para o Sul–Sudeste, formando o já conhecido “rio aéreo”, que possibilita muita chuva nas regiões já mencionadas, viabilizando a agricultura, o agronegócio, os grandes mananciais e grandes hidrelétricas, além do abastecimento de muitas cidades, como o da agora sedenta São Paulo.
Nos últimos 40 anos o Brasil deixou acontecer a destruição total, por corte raso, de 763 mil km² de floresta amazônica, área equivalente a uma Alemanha e França somadas, fora outros 1,25 milhões de km² de floresta que já está degradada. A pastagem ou a soja plantada no mesmo espaço, além de reter bem menos água no solo, evapora apenas um quarto da água que era evaporada pela floresta original, quantia insuficiente para formar o grande “rio aéreo” na direção sul/sudeste.
Ironicamente, enquanto torramos uma fábula de recursos para transpor água do São Francisco para o Nordeste, destruímos uma transposição mil vezes maior que a natureza nos faz de graça a partir da Amazônia, inclusive para as cabeceiras do próprio rio São Francisco!  

Estamos matando o mais saudável dos doadores enquanto usamos um anêmico para doar sangue.

O condomínio gigante


Lauro Eduardo Bacca (artigo para o JSC de 05/11/2014)
Dedicado a Álvaro Correia
O gigantesco condomínio, bem funcional dentro de sua complexidade, desenhado, planejado e acabado para funcionar perfeitamente, com muita área verde, piscinas e playgrounds, tudo na mais perfeita harmonia, depois de tempos com alguns residentes mais antigos, finalmente começou a receber novos ocupantes. 
Muitos dos inquilinos, assim que tomaram posse, iniciaram um inacreditável processo de depredação. Cortinas foram rasgadas, paredes pichadas, janelas partidas, carne assada com fumaça no meio da sala, refeições feitas nos quartos, sobre camas lambuzadas, chuveiros arrancados e vasos sanitários quebrados, sujeira por todos os lados. Era na sacada que muitos iam dormir depois de destruir o ar condicionado, onde a chuva molhava e tornava imprestáveis os colchões ali esquecidos.
A parcela dos ocupantes tidos como mais “civilizados”, entre estarrecidos e sentindo-se impotentes, tentava tocar a vida, cobrando uma atitude da administração, que dizia nada poder fazer, em meio àquele caos. Até o dia em que destruíram as bombas que mandavam água para o alto e todos ficaram sem o precioso líquido. Esse condomínio bem que poderia se chamar Brasil.
Estou pegando pesado demais? Sim, caro e preclaro leitor, mas foi essa a sensação que tive depois de ler uma matéria com o cientista brasileiro Antonio Donato Nobre, primeiro na Folha de São Paulo e depois na íntegra, em "Estamos indo direto para o matadouro" que aqui compartilho, recomendando a leitura [materias referentes ao accessivel relatorio do mesmo autor: O Futuro Climático da Amazônia].
Ocupamos um paraíso. De cara arrebentamos com a cortina da Floresta Atlântica arrancando 92% dela e danificando a maior parte dos 8% que restaram; pichamos grande parte de nossas paisagens mal manejadas e expostas à degradação. Deitamos fogo em tudo, dizimamos a fauna e os recursos naturais. O lixo, a poluição das queimadas, esgotos e agrotóxicos ainda imperam nas nossas salas de estar que são as cidades e os campos. Nossos dejetos ainda cheiram fétidos no que deveriam ser veios de água límpida, os rios e córregos. Para completar, estamos destruindo a Floresta Amazônica, a bomba d’água que garante que São Paulo e tantos outros lugares não vire um deserto, num momento em que, como diz o cientista, o desmatamento não deveria apenas estar totalmente cessado, mas revertido até com um esforço de guerra de reflorestamentos e recuperações de matas nativas.
O assunto é chato, eu sei, mas a realidade está aí, para quem quiser conferir, se conscientizar e cobrar da síndica, primeiro passo para reverter a degradação do nosso condomínio Brasil.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Entrevista dada, Revista Época


Por ocasiao do anuncio publico do relatorio "O Futuro Climatico da Amazonia" recebi muitas demandas de entrevistas. Para ajudar os meios a permanecerem fieis às minhas respostas, passo a publicar neste blog as entrevistas concedidas.


Época- Qual é a contribuição da Amazônia para as chuvas do Sul, Sudeste e Centro-oeste?

Contribuição total. O aporte liquido (no sentido de saldo) de vapor a estas regioes, que podemos chamar da bacia do Prata - o que inclui além do Brasil, Bolivia, Paraguai, parte da Argentina- se dá principalmente nos meses de verão (de novembro a março). E é justamente neste periodo que chegam os fluxos dos chamados rios aereos de vapor procedentes da Amazônia. As frentes frias que procedem do sul do continente e chegam nestas regioes em outras épocas do ano são massas de ar frio que transportam pouquíssima umidade.

Época- Qual é a contribuição da floresta para as chuvas que caem na própria Amazônia?

Contribuiçao total. As florestas transpiram grandes volumes de vapor d'água - o que mantem umido o ar que adentra o continente por milhares de kilometros-; elas tambem emitem "aromas" que sao responsaveis pela formaçao de uma poeira finissima com afinidade pela agua, as "sementes de condensação"- sem as quais nao se formam nuvens nem chuvas-; por fim, com essa imensa evaporação (um fluxo maior que o do Rio Amazonas) - e a correspondente poderosa condensação nas nuvens-, a pressão atmosférica na Amazônia cai, o que acelera e "suga" os ventos aliseos que vem do oceano atlântico carregados de umidade - esse efeito é similar a de uma "bomba" de agua, sem a qual os ventos úmidos do oceano, fonte de toda agua, nao adentrariam a bacia Amazônica-. Tire a floresta e os tres fatores determinantes para as chuvas desaparecem, o que implica redução massiva das chuvas.
 
Época- Temos evidência de que a floresta já perdeu parte da sua capacidade de produzir umidade para a Amazônia / outras regiões? Há como medir isso? O que a ciência indica até o momento?

Nao é a floresta, no seu estado pristino, que perdeu capacidade de fomentar a umidade atmosferica, e com isso favorecer chuvas benignas. É sua destruição, sua ausencia, e mesmo sua incineraçao, gerando fumaça e fuligem, que sao responsáveis por destroçar o sistema climático amigo que existia antes, substituindo-o por um dramaticamente inóspito novo clima.

Imagens de satelite mostram a destruiçao bruta e a degradaçao das florestas, a cena do crime, alem de mostrar também a geração e o deslocamento das nuvens de fumaça e fuligem que matam as chuvas; Torres de observação e outros instrumentos de superficie coletam em tempo real as mudanças no clima, as alteraçoes na concentração de vapor de agua, os efeitos da fumaça e fuligem;  modelos atmosféricos e modelos de vegetação que simulam no computador as condicoes reais e sao aferidos por observacoes tanto de satélites quanto de superfície, mostram a evoluçao do cenario de alteração climática, uma evolução nada boa; e por fim, nova analise teórica, baseada em leis fisicas, permitem antecipar o que deve acontecer nos cenarios futuros. A ciência indica até o momento que o clima já está mudando na Amazônia, mais nas zonas mais desmatadas, mas não somente.

Época-  Podemos dizer que a estiagem que atinge o Sudeste desde 2013 é uma consequência da redução do fluxo da umidade da Amazônia, ou ela tem a ver com outros fatores?

Podemos dizer que no ultimo verao nao chegaram aqui os fluxos de umidade que a Amazonia exporta. Quanto desta falta teria a ver com o enfraquecimento dos rios aereos de vapor e quanto a ver com o efeito de bloqueio atmosferico decorrente de mudanças climaticas ainda está sendo estudado. Ao mesmo tempo que as observações do clima na Amazônia não deixam duvida de que o desmatamento na Amazônia esta prejudicando o clima amigo por lá - as cabeceiras dos rios aéreos de vapor-, o que deve ser um alerta severo para quem vive a "jusante" dos ventos portadores de umidade deste rio aereo, uma massa de ar quente, seco e com alta pressao tem estacionado sobre a região Sudeste, o que tem dificultado a penetraçao de umidade oriunda da Amazônia. O que podemos falar com convicção porem é que houvessem "florestas nativas" no Sudeste, tal fenômeno deletério não ocorreria nestas proporções, ou não permaneceria estacionado por tanto tempo, porque as matas resfriam a superficie, e sao fontes poderosas de vapor, dois fatores que conduzem a chuvas.

Época- Se a Amazônia, em algum momento, perde a capacidade de gerar umidade, quem vai sofrer primeiro? A própria Amazônia, o Centro-oeste? Quais seriam as primeiras consequências, o que veríamos primeiro?

Como ressalto no relatório, nao é mais apropriado usar o tempo futuro no verbo relativo a sua pergunta. Para saber das primeiras consequências basta assistir o noticiário. Já estamos testemunhando a perda dos serviços ao clima devido a destruição de floresta, a cada ano os agricultores no Mato Grosso percebem as chuvas chegando mais tarde, tem que atrasar o plantio de suas lavouras. Hoje a ONS, a operadora do sistema elétrico nacional, avisou que vai faltar energia eletrica por falta de agua nos reservatorios das usinas hidrelétricas. O racionamento de agua já afeta mtas cidades no Pais, fora da tradicional zona da seca no Nordeste. O que mais precisamos para despertar para a realidade?

Época- O desmatamento vem acontecendo desde a década de 1970 de forma progressiva, embora o ritmo tenha reduzido. É de se esperar que a redução da capacidade da floresta ocorra de forma progressiva, ou pode ser uma mudança brusca, de um ano para outro?

Para o clima interessa somente o saldo devedor; as taxas anuais maiores ou menores sao cocegas nas bordas do sistema se considerado o principal da divida (somente de corte raso, uma area equivalente a tres vezes a área do Estado de SP). E é essa divida enorme que agora cobra a fatura, e demanda pagamento imediato. Como digo no relatorio, o desmatamento sem limite encontrou no clima um juiz que sabe muito bem contar arvores (decepadas), nao esquece nem perdoa. O sistema climático está por um lado sentindo a ausencia das arvores de forma progressiva, como é o caso da progressiva extensão da duração da estação seca na Amazonia; mas pode gerar surpresas decorrente da acumulação sinergisticas de vários fatores, como parece ser a situação atual do sudeste.

Época- Há um limite? Quanto que a floresta tem que perder de cobertura florestal ou quanto dela pode ser degradado até que essa função de gerar umidade seja comprometida?

O fato do sistema climático estar mostrando claros sintomas de desarranjo já deve indicar que chegamos no limite. Cinco anos atrás, em entrevista para o Jornal Valor, respondi pergunta similar, alertando já naquela epoca que estávamos mto próximos do limite, a partir do qual veríamos mais e mais desastres climáticos. Sem ter uma bola de cristal, meu palpite de cinco a seis anos como um prazo curto para aparecerem os sintomas mais fortes da destruição que estávamos infligindo ao berço esplêndido, parece que acertou. Agora, a resposta sobre quanto tempo ainda temos é um categórico: nenhum! Acabou-se o prazo para complacencia e procrastrinação em relacao ao desmatamento. Eu nao saberia dizer se já passamos do ponto de nao retorno, a partir do qual deceremos forçosamente no abismo climático, mas quero crer que temos ainda a oportunidade de mudar de curso e evitar o pior. Por isso proponho um "esforço de guerra" no esclarecimento da sociedade, primeiro, e então no combate vigoroso ao desmatamento. Mas somente zerar o desmatamento para ontem já não será suficiente. Se queremos ter alguma chance de sucesso, precisamos "replantar e restaurar" florestas por todo o Pais. Essa a melhor apólice de seguro que podemos comprar.

Entrevista dada, Revista Veja

Por ocasiao do anuncio publico do relatorio "O Futuro Climatico da Amazonia" recebi muitas demandas de entrevistas. Para ajudar os meios a permanecerem fieis às minhas respostas, passo a publicar neste blog as entrevistas concedidas.



Veja- No relatório, o senhor diz: “Uma situação extraordinária requer medidas extraordinárias. Sempre é tempo de rever leis para adequá-las às demandas da realidade e da sociedade. Somente multar desmatadores, que mais adiante serão anistiados pela burocracia ou pelo Congresso, é receita de fracasso.” Quais mudanças o senhor proporia à legislação para um melhor combate ao desmatamento? Pelo relatório, pode-se deduzir que o fim à anistia de desmatadores. Há algo mais?


Proporia os mesmos avanços e aperfeiçoamentos que a SBPC e a Academia Brasileira de Ciencia propuseram em 2011 durante as discussoes do Codigo Florestal no Congresso (veja o livro publicado aqui). Sim, muito mais mudanças. Para começar a lei florestal precisa ser incontroversa, facil de entender e aplicar, e, fundamentada na melhor ciencia. Uma lei sabia, que conte com fundamentos logicos accessiveis e que seja ao mesmo tempo justa para todos, e responsavel com o futuro, ainda precisa ser construida no Brasil. A oportunidade que tivemos 3 anos atras foi perdida em um jogo de interesses mesquinhos e falta de visao.

Veja- O governo brasileiro diz ter atrasado os números sobre o desmatamento da floresta porque vai começar a usar um sistema de satélite capaz de captar imagens em terrenos de até 6 hectares – antes eram 25. Dados da ong Imazon, no entanto, mostram que o desmatamento cresceu na região. Esse aumento, apesar da tendência clara de diminuição do desmatamento nas últimas décadas, é preocupante? Com novas tecnologias de monitoramento, como imagens de satélite mais precisas, e conscientização da população, como o senhor sugere no relatório, há como se estimar quando conseguiríamos chegar do “desmatamento zero”?

O aumento é consequencia obvia e prevista da ampla e imoral anistia concedida para desmatadores pelo novo Codigo Florestal. Como frisei no relatorio, o desmatamento anual é grave e precisa ser zerado para ontem -nao mais procrastinar em relacao a isso é obrigaçao de todos, porque  o clima está em jogo-. A continuar a tendencia de crescimento nestes ultimos anos, mto breve estaremos de volta batendo records de destruiçao anual. Mas temos em nosso colo um problema ainda mais grave: precisamos reconsiderar o passivo do desmatamento, a enorme area que foi raspada na Amazonia nos ultimos 40 anos. Sao 3 Estados de Sao Paulo, ou 184 milhoes de campos de futebol, quase um por brasileiro. É essa massiva destruiçao na grande usina de serviços ambientais Amazonica que sente o clima. E isso sem considerar area ainda maior de florestas degradadas, cujo papel para o clima tambem fica muito comprometido.

Veja-  Na Cúpula do Clima de Nova York, que aconteceu em setembro, o governo brasileiro deixou de assinar um acordo mundial de desmatamento zero. Entre os motivos apresentados por representantes oficiais, está o fato de o Brasil não ter sido chamado para a elaboração do documento (apesar de a ONU afirmar que procurou o governo, mas não recebeu nenhuma resposta), e também a postura brasileira de distinguir o desmatamento legal do ilegal. O que o senhor acha sobre isso? Na sua opinião, o Brasil deveria ter assinado o acordo? O senhor acha que a distinção entre o desmatamento legal e ilegal pode prejudicar ainda mais a Floresta Amazônica?

Quero crer que a posiçao oficial do Brasil desconhece os argumentos da ciencia, caso contrario teria liderado com destaque um movimento pelo desmatamento zero em curtissimo prazo. O que se chama de desmatamento "legal" é aquele permitido por uma lei feita ao arrepio da vontade da sociedade - expressa massivamente em pesquisas de opiniao-, por um congresso cuja maior parte dos parlamentares sao proprietarios de terra. Dada a condicao de evidente degradaçao climatica resultante do desmatamento, existe um paralelo proximo entre o clamor dos proprietarios de terra de hoje, pleiteando seu "direito" de continuar desmatando, com aquele expresso por proprietarios de terras em meados do seculo 19, que se opuseram ao movimento para acabar com a escravidao, alegando que possuir escravos era plenamente "legal", e que sem a mao-de-obra escrava sofreria a economia, porque nao teriam como colher o café ou cortar a cana.  O Brasil se livrou da degradante escravidão, por uma nova lei feita para atender os reclamos da sociedade e da civilidade. Nem por isso nossa agricultura entrou em falencia. Agora precisamos nos livrar do ilogico, imoral e extremamente danoso desmatamento, e para tanto precisamos de uma nova lei que nos recoloque no caminho da civilidade ambiental e sustentabilidade climatica. Se agirmos nesta direção a agricultura do futuro agradecerá, porque teremos com isso salvo o principal insumo do setor primario: chuvas fartas, reguladas e benignas.